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"Casa
de Recepção" |
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Clube
Concórdia |
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Capela
de São Rafael |
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Construção
da Estátua do Roland na década de 50 |
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1933.
Assim instalaram os pioneiros. Num rancho feito de palmito e coberto de
folhas de palmito ou de lona. O fogão era uma trempe no quintal,
água da mina ou rio mais perto, o resto ficava por conta da fibra
e força de vontade dos pioneiros.
Construção
do Rancho da Granja Experimental Nixdorf (foto), denominada "Casa
de Recepção", com a finalidade de receber os imigrantes
alemães que para cá se dirigiam a partir de 1933.
A presença desses imigrantes (engenheiros, médicos, juristas,
professores, entre outros) deixou sinais, quer no aspecto cultural, quer
no aspecto econômico, destacando aqui a sua participação
na construção da estrada de ferro que liga a região
ao Estado de São Paulo (Ourinhos). Nesse processo de emigração,
que vai até o início da Segunda Guerra Mundial, o governo
alemão impôs novas determinações proibindo
a saída de dinheiro da Alemanha. Para resolver tal impasse foi
realizado um intercâmbio entre a Cia. de Terras e os imigrantes.
Com a ajuda de Erich Koch Weser e Johannes Schauff - representantes da
companhia inglesa na Alemanha - os alemães forneciam o dinheiro
para compra do material para a construção da estrada de
ferro e, em troca, recebiam títulos conhecidos como "cartas
de terra", que davam o direito de adquirir terras em Rolândia.
Alguns desses lotes ultrapassavam a área estabelecida pela CTNP
(Companhias de Terras Norte do Paraná), que era de 50 alqueires
cada um. Como esses alemães já eram detentores de propriedades
e outros bens na Alemanha, tiveram o direito de comprar lotes maiores.
Assim, a Cia. de Terras efetuou o negócio do material com a Alemanha
e não com a Inglaterra. Esses imigrantes deixaram o seu país
como proprietários de terras em Rolândia, o que vai diferenciá-lo
de outros que se fixaram na região. Os alemães marcaram
a sua presença, mas não se constituem, até hoje,
na maior parte da população do município. Vencidas
as primeiras dificuldades com a derrubada da mata e com a construção
do "rancho de palmito", iniciava-se uma agricultura de subsistência,
embora os imigrantes alemães não detivessem o conhecimento
desta prática, pois boa parte deles era oriunda de atividades urbanas.
Para facilitar o contato entre si e viabilizar atividades comunitárias,
foi criada a Associação Colônia Roland. Era compromisso
dessa Associação a conservação de estradas
municipais, construção de estradas secundárias e
escolas, bem como a contratação de professores para atender
a Escola Alemã e a promoção de eventos sócio-culturais.
Em 1937, esta associação foi transformada na Sociedade Escolar
Alemã e em 1947 passou a ser denominada de Clube Concórdia
(ao lado). Ferramentas, sementes, mudas de diversas espécies, bem
como a comercialização de produtos agrícolas estavam
à disposição dos alemães na Sociedade Cooperativa
dirigida por Edwin Ratke. Como os alemães moravam em propriedades
agrícolas, distante entre si alguns quilômetros, eram freqüentes
as reuniões ou palestras nessas localidades.
Nesses encontros tinham a oportunidade para cantar, apresentar músicas,
peças de teatro e, ainda, dançava-se bastante. A preocupação
com as questões religiosas fez nascer, no início de 1937,
a comunidade Evangélica Luterana de Rolândia e a Capela de
São Rafael. Hans Ziecher, primeiro pastor, ficou à frente
da comunidade por vinte e seis anos. Ele atendia também comunidades
luteranas de outras localidades da região norteparanaense.
Por isso, a história da comunidade luterana de Rolândia se
confunde com a história dos luteranos no Norte do Paraná.
Já a Capela de São Rafael, localizada na zona rural, foi
inaugurada no dia de Pentecostes e lembrava as igrejas das pequenas localidades
européias. A partir de 1958, a velha igreja dá lugar a uma
nova construção de alvenaria com a torre revestida de pedras.
Após a Segunda Guerra Mundial, a cafeicultura encontrou as condições
favoráveis para o seu desenvolvimento nesta região. Rolândia,
um dos grandes produtores de café, ficou conhecida como a "Rainha
do Café".
Nesta época, comerciantes de Bremen, na Alemanha, visitaram a cidade
para conhecer de perto os cafezais, cujo produto era comercializado por
eles. Como conseqüência deste intercâmbio comercial,
a cidade recebeu em 1957, uma cópia da Estátua do Roland
(sobrinho de Carlos Magno e grande guerreiro em busca de liberdade). O
nome Rolândia tem sua origem em Roland e significa liberdade ou
a busca de um lugar onde os alemães pudessem reconstruir suas vidas,
longe das perseguições políticas, religiosas e raciais.São
os primeiros moradores alemães da década de 30 junto com
a direção da Cia. de Terras que "batizaram" a
localidade de Rolândia. Com o passar dos tempos os alemães
não só se preocupavam com o aspecto cultural. Muitos demonstraram
o desejo de colaborar em algo que pudesse manifestar a sua gratidão
ao Brasil. Assim, em 1957, por ocasião das comemorações
dos 25 anos de fundação do município, oitenta fazendeiros
e sitiantes, quase todos alemães, criaram a Fundação
Arthur Thomas, com a finalidade de prestar assistência médica
e social ao trabalhador rural do município. Nessa época,
esses trabalhadores não tinham, por parte do governo brasileiro,
nenhum tipo de assistência . O nome da Fundação é
uma homenagem ao diretor da Cia. de Terras, Arthur Thomas. Em 1964, adquiriu
um pequeno hospital na cidade de Rolândia, com a verba cedida pela
"Misereor" - entidade de assistência social mantida pela
Igreja Católica na Alemanha. Por imposição dessa
entidade a propriedade e as edificações foram registradas
no nome da Mitra Arquidiocesana de Londrina. Em 1967 a Fundação
ampliou o atendimento a todos os trabalhadores rurais do município
(Criação da FUNRURAL). E a partir de 1978, através
do convênio com a INAMPS, os trabalhadores urbanos passaram a usufruir
também do hospital. Esta situação perdura até
os dias de hoje. Outra preocupação dos alemães foi
a educação. Desde o início de sua chegada em Rolândia,
muitos mantiveram o professor nas suas propriedades, a fim de proporcionar
a seus filhos e aos filhos dos seus vizinhos um tipo de ensino que valorizava
a educação européia. A Kinzelschule - Escola Kinzel
- foi a última do gênero. Como eram escolas não reconhecidas
pelo governo brasileiro, os alunos tinham dificuldades para continuar
os estudos em outras instituições. Em 1968, foi constituída
a Sociedade Escola Roland, liderado por Hans Kirchheim, com o objetivo
de ensinar e cultivar a língua alemã. A sua sede foi construída,
com ajuda da Alemanha, num terreno cedido pela Prefeitura Municipal. É
mantida pelos pais dos alunos e o seu gerenciamento fica sob a responsabilidade
da sociedade mantenedora, cuja diretoria é eleita a cada dois anos.
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